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terça-feira, setembro 18, 2012

ENTREVISTA PARA REVISTA GO OUTSIDE SOBRE A CONQUISTA NO PAREDÃO ENAMORADOS - VIA "NO AMARYLLIS" (6° VIIb D4 E3 220m)

Por Mariana Mesquita

“A mão quase não fechava. Nossos dedos estavam inchados e com várias feridas. Mas depois de sete dias de trabalho e quatro de escalada não tinha mais volta, e a única saída era o cume”, diz Karina Filgueiras, 45 anos, sobre os riscos enfrentados por ela e seu parceiro Bito Meyer, 55 anos, no último dia 27 de agosto. Nessa data os dois conquistaram uma nova via em rocha no mítico Paredão Enamorados, no portal das Agulhas Negras, próximo ao Parque Nacional do Itatiaia (RJ). A nova via ganhou o nome de No Amaryllis.

Passaram-se 12 anos até que fosse feita essa nova investida para escalar o Enamorados. No local havia apenas uma rota conhecida como Mãe Natureza e aberta em 2010. Não à toa: imponente, vertical e geralmente envolvida por nuvens, a parede está a 2.000 metros de altitude, e lá as condições climáticas são geralmente adversas.

A graduação da via já foi definida e é a seguinte 6° VIIb D4 E3. Ou seja: o grau é considerado um pouco forte e o perigo de exposição é alto, já que se trata de uma via longa, demorada e com grande altitude.

Em entrevista à Go Outside online, Karina conta como foi a escalada.


GO OUTSIDE
: Quando surgiu a ideia de abrir a via?
KARINA FILGUEIRAS: É comum escalarmos no Parque Nacional do Itatiaia, e toda vez que passávamos pela estrada parávamos para admirar o paredão. Neste ano, quando estivemos no local em maio, decidimos iniciar uma investigação mais detalhada da parede. Sabíamos que o acesso era extremamente complicado e cruzava a densa mata atlântica da serra da Mantiqueira, desde a Garganta do Registro até a base da parede. Munidos de uma boa dose de disposição, também conversamos com alguns amigos que moram na região, e eles nos ajudaram a encontrar uma trilha que desse acesso a parede. Fizemos várias fotos de alta resolução e examinamos a parede com binóculos, tudo para podermos estudar o melhor itinerário.


Depois da logística, como vocês se prepararam para encarar o desafio?
Foram mais de 80 quilos de equipamentos, e tudo foi transportado apenas por nós dois. Optamos por não contratar carregadores. Na parte física, nós estamos sempre escalando e conquistando novas rotas de escalada, então já temos uma condição física e psicológica para esse tipo de trabalho. Mas como desta vez estaríamos entrando numa parede desconhecida e que fica a 2.000 metros de altitude, dedicamos os últimos três meses a longas escaladas, treinos de fortalecimento muscular e aeróbico e um cuidado especial com a alimentação.

É sempre bem curioso o nome dado as vias. Por que vocês escolheram No Amaryllis?
Escolhemos o nome durante a abertura da via. Amaryllis (nome científico Amaryllidaceae) é uma flor vermelha, linda e selvagem que enfeitava o paredão, quebrando a monotonia da cor cinza escuro, característico daquela rocha.

Durante a viagem, qual o momento mais difícil?
Desde o começo sabíamos que seria difícil. Afinal, estávamos entrando no desconhecido, determinando uma nova rota. Uma verdadeira escalada tropical. Foram vários os momentos de risco, o que é inerente a uma escalada como essa, por ser uma nova rota. Enfrentamos muitas pedras soltas e grandes (com 10 e até 15 quilos) e que a todo o momento rolavam ou caiam e poderiam cortar nossas cordas ou até mesmo cair sobre nós.

Quais os planos futuros?
Muitos. Queremos seguir buscando novos desafios e novas paredes de rocha para serem escaladas e colaborar para o desenvolvimento do esporte ainda bastante desconhecido dos brasileiros.




domingo, setembro 09, 2012

Nova conquista no Paredão Enamorados, portal das Agulhas Negras, via “No Amaryllis” (6° VIIb D4 E3 220m) em 27/08/2012.




Os escaladores Karina Filgueiras e Bito Meyer, abrem mais uma nova rota de escalada em rocha, finalizada no último domingo dia 27/08/2012.

Desta vez no mítico Paredão Enamorados, portal das Agulhas Negras, que fica localizado na Garganta do Registro, na estrada de acesso ao Parque Nacional do Itatiaia-RJ.

Como sugere o próprio nome “Enamorados”, esta parede, desde tempos remotos fascina a mente e visão de muitos escaladores. Imponente, vertical, e geralmente envolta por nuvens, esta parede está a 2000m de altitude. O que em nosso país tropical é bastante raro e as condições climáticas são geralmente adversas.

Passaram-se 12 anos até que fosse feita esta nova investida para escalar o Enamorados. No local havia apenas uma rota de escalada, a “Mãe Natureza”, aberta pelos escaladores Julio Campanella, Alexandre Pacheco, Leandro Moura, João Monteiro em Ago/2000, e ainda sem repetição completa de que se tenha notícia.

Foram 7 dias de trabalho, sendo 3 dias de transporte, mais de 80kg de equipamento, e 4 dias de escalada, abrindo esta nova rota.

A nova via recebeu o nome de “No Amaryllis”, que é uma flor de vermelho exuberante, linda e delicada, encontrada em abundância no local (nome científico: Amaryllidaceace).

A “No Amaryllis” é uma via desafiadora, moderna e com passagens apimentadas, caracterizando um verdadeiro “tropical climbing”.

Em cerca de 80% da via foi utilizada proteção móvel (peças removíveis para realizar a segurança dos escaladores), deixando desta forma o menor impacto possível na parede.

Em breve estará disponível o croqui da via “No Amaryllis” e mais fotos.

Para maiores informações e betas podem entrar em contato por email:

karina@brasilvertical.com.br

sexta-feira, novembro 04, 2011

ROCKCLIMBING.COM divulga a via TRANSBAÚ - Brazilian Female Solo Ascent

ROCKCLIMBING.COM divulga a via TRANSBAÚ - Brazilian Female Solo Ascent

Karina Filgueiras, a Brazilian climber recently performed the first female solo ascent opening of a Brazilian route. The route was named "Transbaú" (7a).

The route is 900ft long and requires 8 pitches to be climbed. At this length it is the longest route on the north face of Pedra do Baú, located in São Paulo, southeast Brazil.

Pedra do Baú is a popular climbing destination and is the highest rock face in the state.

Three weeks were spent in the project with much of the time revolving around preparation for the climb where supplies and equipment brought to the area. A few days were spent climbing the wall itself and the ascent was completed on the 07/08/2011.

quinta-feira, setembro 22, 2011

Revista Go Outside publica matéria sobre a 1° Conquista Feminina em Solitário do Brasil



 Revista Go Outside!


          Matéria publicada sobre a 
1° Conquista Feminina em Solitário do Brasil. 


Por Karina Filgueiras 


Via Transbaú (D3 5° sup VIIa E3 280m) 


Já nas bancas!!!

segunda-feira, agosto 22, 2011

CROQUI VIA "TRANSBAÚ" (D3 5°SUP VIIa 280m)

Pessoal abaixo o croqui da via, os graus são sugeridos.

A "Transbaú" já conta com algumas repetições de amigos escaladores da região e de fora, e que gostaram muito da via.
Agradeço a todos que sempre mandam boas vibrações!

Boas escaladas!



Para infos adicionais entre em contato pelo email:karina@brasilvertical.com.br

terça-feira, agosto 09, 2011

ESCALADA EM ROCHA : 1° CONQUISTA FEMININA EM SOLITÁRIO DO BRASIL



Karina Filgueiras abre uma via em solitário, na Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí-SP. Foram 3 semanas de trabalhos intensos entre abastecimento de suprimentos e equipamentos até a base da parede e área de bivaque e os dois ataques finais da escalada propriamente dita; na primeira vez ficando 3 dias na parede e na segunda ficando 4 dias na parede, finalizada dia 07/08/2011. A escalada em solitário é uma das modalidades mais desgastantes deste esporte , pois significa que a escaladora teve que fazer toda a escalada sozinha sem a colaboração de um(a) companheiro(a) durante a escalada.
A via recebeu o nome de “ TRANSBAÚ” (D3 5°sup VIIa E3 280m), com 8 cordadas, é a via de maior extensão na face norte da Pedra do Baú. A “TRANSBAÚ” é uma via toda em livre (ou natural,), com muitas possibilidades de proteções em peças moveis e sem necessidade de lances com progressão artificial.




























quarta-feira, fevereiro 09, 2011

CROQUIS DE ESCALADA DO COMPLEXO DO BAÚ

PEDRA DO BAÚ, BAUZINHO E ANA CHATA

Compilamos todas as vias e croquis que foram disponibilizados no site e agora organizamos por ordem alfabética, visando facilitar o acesso e a informação.
Todos os croquis estão em arquivo pdf. Até o momento disponibilizamos 18 croquis.
A maioria dos croquis são das conquistas recentes dos últimos anos.
Pedimos que, caso você encontre qualquer problema ou dificuldade para acessar os textos e croquis ou qualquer sugestão ou informação por favor entre em contato pelo email: contato@brasilvertical.com.br

Um agradecimento especial a todos os conquistadores, pela colaboração e sem eles nada disso seria possível. Boas Escaladas.

Karina Filgueiras

RELAÇÃO DAS VIAS NA PEDRA DO BAÚ E BAUZINHO (por ordem alfabética)(clique aqui para acessar os croquis)

1. ANJOS COVARDES (5sup VIIb E3 120m)
2. CÃES E CARAVANAS (6º VIIb (A1+/VIIIb) E3)
3. CAMPO ESCOLA PEDRA DO BAÚ
4. CAPITÃO PRESENÇA (5° VI E2 90m)
5. CHORA NEGÃO (5° VIISup E3 170m)
6. ESTICA QUE DÁ (6° VISup E2)
7. GREGOS E TROIANOS (5° VI E2 75m)
8. HOMEM PÁSSARO (5° VI sup 150m)
9. A INVASÃO DO SAGAZ HOMEM FUMAÇA (D4 6° VIIb(A2) E3 205m)
10. IRMÃO SOL, IRMÃ LUA (6º VII E2 55m)
11. LATINDO PRA POEIRA (D3 6 VIIb E3 125m)
12. MÃETIQUEIRA (D2 5° VISup(A1/8°)E3, 162m)
13. NÓIA DE CÃO (6Sup 55m)
14. PALETÓ DE MADEIRA (A3+ ?) Texto CROQUI
15. QUEM TEM BOCA FALA O QUE QUER (D4 7° VIIIb/A0 E2,180m)
16. SEU MADRUGA E OS CHAVES (5° VIIc E3 120m)
17. SOMBRA E ESCURIDÃO (D4 7°A0/IX (A2/9°?) E3, 135 m)
18. SUAVE DESESPERO (A2 6Sup E3, 90m) Texto e fotos CROQUI

terça-feira, maio 25, 2010

"SI METEU A CORNETINHA" NOVA VIA, NOVO SETOR



DESENFERRUJANDO....
DEPOIS DE 2 ANOS DE INTENSAS
CONQUISTAS, E UM BREVE REPOUSO PARA CURAR AS TENDINITES, VOLTAMOS A
ABRIR VIAS...
COMEÇAMOS O DESENVOLVIMENTO DE UM NOVO SETOR E A VIA
''SI METEU A CORNETINHA" QUASE FICOU PRONTA, 55M E GRADUAÇÃO AINDA A
CONFIRMAR, COM PASSAGENS APIMENTADAS....
POR ENQUANTO DÁ PRA CURTIR
ALGUMAS FOTOS...ABÇS KARINA

quarta-feira, outubro 14, 2009

CAMPO ESCOLA NA PEDRA DO BAÚ


Bito Meyer e Eu conquistamos em Setembro de 2007, um Campo Escola no Baú, na Face Norte da Pedra do Baú.
Há alguns dias mais uma vez pude ver o Campo Escola sendo usado, havia ali um grupo de adolescentes (uns 15) treinando as técnicas de escalada, muitos em top rope, em total segurança e aprendendo a se movimentar e começando a escalar, e alguns guiando pela primeira vez.
Foi muito agradável ver o Campo Escola cumprindo sua vocação e sendo usado por gente alegre e que está aprendendo.

Quando presencio uma cena como essas tenho mais certeza ainda de que fizemos a coisa certa, realmente o Complexo do Baú precisava de um local adequado para o aprendizado da escalada em rocha.
Existem hoje 7 vias, sendo 5 com proteções fixas e 2 com proteções móveis e fixas, todas as vias são didáticas e pensadas para que o iniciante possa interagir com elas e com o grupo. Todos os materiais como chapeletas, chumbadores, etc.,foram conseguidos através de recursos próprios dos conquistadores e pelo Portal Brasil Vertical.
Sabemos da importância de se ter um local voltado a desenvolver e treinar as técnicas verticais. Considero treinar fundamental para evitar acidentes, as técnicas são básicas, simples e funcionais, não existe dificuldade em aprender o mecanismo básico que mantém um escalador vivo, só que é preciso treinar e muito.

Quando sugeri ao Bito, que fizessemos um Campo Escola na Pedra Baú, sabíamos que estavam faltando vias que possibilitassem aos novos escaladores e montanhistas treinarem com tranqüilidade, e o mais importante com segurança e em ambiente de montanha, junto a natureza e longe do tumulto das cidades ou de locais impróprios a prática da escalada, como o acostamento de uma rodovia,(depois dizem que escalar é perigoso?!").
Sabíamos antecipadamente que abrindo um campo escola num local tão óbvio, especial e agradável estaríamos ferindo o "ego inchado" de algumas pessoas, que por ali estão há quase duas décadas e não tiveram a "sacada" de que ali era um local ideal, na montanha, com sombra e com vias técnicamente viáveis para o iniciante.
Bom, pra quem tem preguiça de fazer uma caminhada , que leva 40 minutos, deve achar isso, ruim pros negócios..?!!!
E tem aqueles que não gostam de estar junto da natureza, gostam mesmo é de "afagos e chamegos", de cargos e política, de serem locutores de campeonato, reunião de padaria, de ler todos os livros, saber nomes e autores de cor, e ainda há aqueles que não merecem ter seus nomes lembrados na história e que preferem agir no mais puro estilo "politico Brasileiro" em prol da "governabilidade" e cervejinhas da semana, e virar a casaca, mesmo depois de ter frequentado, escalado, dado curso e muita risada ali mesmo, e que na hora do "vamos ver", de arriscar a pele ou carregar a mochila e encarar o abismo, "têm medo"!!!..

Esperamos que continue um espaço bastante freqüentado e com uso democrático e disponível a todos aqueles que desejam praticar, aperfeiçoar sua escalada ou
ensinar as técnicas de escalada. O Campo Escola do Baú é para a comunidade, é pra que todos usem de forma CONSCIENTE, seja treinando, dando cursos ou apenas se divertindo.
O Campo Escola do Baú fica localizado na face norte do Baú, à esquerda das escadinhas(aprox.20m), num pedacinho, isso mesmo num "pedacinho previlegiado" de rocha.

Assim manteremos a máxima que é: "O montanhismo gira em torno do iniciante e não do especialista". Divirtam-se!!!

Infos e betas escrevam para contato@brasilvertical.com.br e você pode baixar o croqui em pdf aqui: www.brasilvertical.com.br

RELAÇÃO DE VIAS
1.Céu
2.Chove e Molha
3.A Vingança do Suruburço
4.Dinos
5.O Fósforo
6.Bobônica
7.Presidente Pateta

sexta-feira, outubro 09, 2009

VIA "ANJOS COVARDES" NO BAÚ(5sup VIIb 120m) com variante "CAGÕES EM FUGA"


clique aqui para ver imagem ampliada no BV

"Anjos Covardes", é o nome da nova via na face norte da Pedra do Bau, que Bito Meyer e eu abrimos recentemente. São 120m de escalada tradicional/mista.
Esta via é técnicamente bastante exigente pois as duas primeiras cordadas contam com apenas uma proteção fixa e todo o restante é com proteções móveis(nuts,camalots,friends).
O início da via se localiza entre a via Seu Madruga e os Chaves e a via Latindo pra Poeira.
A primeira e a segunda cordadas são com proteção em móvel de colocações bastante delicadas, que demandam experiência por parte do escalador.
A via é relativamente exposta, nossa sugestão é E3 e nestas cordadas o escalador irá encontrar passagens de 7a/b obrigatórios.
A Anjos Covardes une-se a Latindo na 3 e 4 cordadas, separando-se novamente na 5 e úlitma cordada já em direção ao cume.
A 5 cordada sai a esquerda por uma fissura obvia e aérea, e depois segue com lances esportivos exigentes e obrigatórios nos últimos metros até chegar ao cume.
Uma segunda opção é sair da P4 pela variante "Cagões em Fuga", á direita em direção ao último lance das escadinhas. Esta variante é mais fácil tecnicamente, um 5 grau, porém exposto, sem opções de proteção.
Por toda a via ainda existem agarras que podem quebrar.
Já repetimos a via e é mais um belissimo,técnico e longo itinerário na Pedra do Baú, que estava escondido, e que se apresentou para um sábio olhar.
Esta é uma via pra quem sabe escalar e gosta. Como vcs sabem este tipo de via tem seu risco, algumas colocações das peças móveis sao irregulares e elas serão sua segurança.

Infos e betas entrem em contato pelo email: contato@brasilvertical.com.br

Boas escaladas

Karina Filgueiras

quinta-feira, agosto 27, 2009

Latindo pra Poeira (D3 6 VIIb E3 125m) na Pedra do Baú

Abrimos uma nova via, Bito e Eu, um passeio na face norte do Baú. Leve seu jogo preferido de nuts e camalots, mas é aconselhável ter afinidade e intimidade com eles, pois as colocações são delicadas e irregulares e a via é técnica e exposta. Uma bela dança de pés. Ainda quebrarão algumas agarras e as quedas podem ser graves, com isso é aconselhavel utilizar seu "tenis" de escalada preferido e um "amigo" para dar segurança. Os metros finais da via tem características esportivas e são "fortes". Acesse Leia mais, para fazer Download do Croqui
Para chegar ao platô de acesso sugerimos que você faça a primeira cordada da via "Bito Meyer" ou da "Cães e Caravanas".A graduação "sugerida" da via é (D3 6 VIIb E3 125m). A via foi aberta "onsigth", em cerca de 6 horas, e já foi repetida, com boas doses de adrenalina. Portanto, não tropece, não pise no cadarço, e ja que entrou nela... foco na escalada e rock and roll!!
Download do Croqui clique aqui

terça-feira, agosto 11, 2009

Cães e Caravanas as quedas....

Quando você escala está automáticamente se expondo ao universo das paredes e aos perigos inerentes a esta atividade, por mais que você tente ser precavido, pegar todos os betas, estar com os equipos necessários e ter o domínio daquele grau, o imprevisível pode acontecer....Fui com alguns amigos escalar na face norte do Baú, uma das minhas vias, a Cães e Caravanas...

Aconteceram algumas quedas, pequenas, médias e grandes na segunda cordada desta via, numa passagem de escalada bastante delicada e exposta, aonde o trabalho de pés é fundamental....Aos escaladores que se arriscaram no desconhecido, Walter, Gustavo e Alexandre meus sinceros parabéns pela iniciativa e coragem!

Abaixo um vídeo da queda do Alexandre, quando estava quase pasando pelo lance e uma agarra quebrou em sua mão...

O croqui da via vcs. podem baixar aqui http://www.brasilvertical.com.br/antigo/caesecaravanas.pdf

quarta-feira, julho 22, 2009

"TAPA NA PANTERA"



Tapa na Pantera 5sup 35m
Esta foi a primeira via que abri, numa paredinha logo ali....no sul de minas, num local de excelente potencial, mas que reservo pois ainda tem muito trabalho pra fazer e via pra abrir....
Foi minha primeira experiência entrando no desconhecido. Tinha fome de aprender saí com a ponta da corda escalando, meu amigo e mestre, hoje já meu companheiro de corda, Bito que sentado debaixo da bananeira me dava segurança e dicas. Nesta tarde bati 6 grampos na mão, com martelo...agarras quebrando, cliffs de apoio para "guentar", proteção extra pra ficar de 30 a 40minutos praticamente na mesma posição martelando no batedor, pés muídos dentro da sapatilha, um dos cliffs arrebenta e faz um pequeno corte no meu supercílio direito....beleza faltava pouco, não sangra muito...segui em frente...salve Tapa na Pantera!
Graças a esse dia, hoje tenho centenas de metros e dezenas de grampos batidos.
Salve Tapa na Pantera!

terça-feira, junho 30, 2009

NOVAS VIAS "O ARCO DO BAÚ (A2+ 7° E4 60m)" E "SUAVE DESESPERO(A2 6°sup E3 50m)"

O ARCO DO BAÚ (A2+ 7° E4 60m)

Conquistadores: Bito Meyer, Karina Filgueiras, Máximo Kausch

Toda vez que me deparo de frente para a Pedra do Baú, fico impressionada com sua beleza e imponência, no alto da colina reinando sobre a cidade. Como escaladora tenho ainda uma relação mais intensa e próxima com o Baú, pois foi o local aonde aprendi a escalar nos idos de 1989 e desde então freqüento e escalo assiduamente. Naquela época ainda não existiam as estradas asfaltadas que dão acesso ao Bauzinho e Ana Chata, e escalar ali ou mesmo subir pelas escadinhas era uma tremenda aventura, a começar por caminhar os 18km até o Bauzinho ou quando conseguíamos um carro, subir com ele por estradinhas de terra esburacadas. Durante estes 20 anos em que freqüento o local, muita coisa mudou, hoje as estradas são asfaltadas, o número de turistas aumentou, assim como o de montanhistas e escaladores e cada vez mais a região é reconhecida por seu potencial esportivo junto a natureza e o que não mudou é a sua beleza e imponência.
O desenho do Baú, assim como as nuances da sua formação rochosa é fascinante e nos presenteia com intinerários surprendentes e variados e pra nós que escalamos e gostamos de abrir vias o desafio é constante.

Sempre que eu olhava para a face norte do Baú, via a formação do “Arco do Baú”, bastante pronunciado e e com seu teto no sentido longitudinal da rocha, e me pegava pensando que, “ali era um desenho natural de uma via de escalada”.

e enquanto os cães estão latindo pra poeira....

Há alguns meses atrás conversando com o Bito, sugeri que fizéssemos ali uma via pegando todo o desenho do Arco, e que por sinal eu já havia visto o seu final de perto, quando estava conquistando a “Cães e Caravanas” ano passado. O Bito já conhecia a entrada de via, pois ele já tinha visto-a na conquista da Distraído Venceremos. Pronto a idéia estava lançada!
Arrumamos as tralhas, aproveitamos que o Bito iria dar um curso Avançado e já teria que levar as “toneladas” de equipo lá pra cima e assim demos início a abertura desta nova rota.

Tivemos a oportunidade de compatilhar com o Maximo Kausch, que é um montanhista apaixonado pelas altas montanhas, vários dias de bivac conversando sobre o Himalaia e suas expedições e dos seus “bastidores” e ele nos contou sobre deste universo, que é tão distante, que são os Himalaias terminamos o curso com a conquista do Arco do Baú.
A via é composta de 2 cordadas, sendo que a primeira o Bito entra guiando, misturando escalada natural com artificial num terreno de pedra quebradiça, talvez um A2 6° de aprox. 35m e este largo sai todo com proteções móveis, num diedro invertido, feio e com pés em cascas e lacas podres, o Bito com maestria, que somente seus 40 anos de ponta de corda permitem, termina esta cordada sem bater um único grampo a não ser a parada dupla.
Segue então para a segunda cordada, que é uma escalada em livre de 7° de aprox. 30m com pouca opção de proteção móvel e sem nenhum grampo, um possível E4. Perfeitamente escalável para escaladores experientes e acostumados a escaladas de parede e exposição, No dia Bito completa o largo sem colocar nenhuma proteção .




O Arco do Baú, é uma via fascinante, linda e exposta, bastante aérea e com passagens bastante técnicas e exigentes.
Pode ser acessada de duas maneiras, a partir da segunda cordada da Distraídos Venceremos, saindo para a direita, é preciso estar atento pois não há grampos e toma-se a linha óbvia de um diedro diagonal ou no sentido inverso acessando pela Cães e Caravanas, da base do teto, na ultima parada da via “Bito Meyer”


SUAVE DESESPERO(A2 6°sup E3)

Conquistadores: Karina Filgueiras e Bito Meyer



Depois de finalizada a escalada do Arco do Baú achamos que deveríamos fazer mais uma saída pelo magnífico teto que estava acima de nossas cabeças desta forma o Arco do Baú teria uma saída exclusiva.
Bom...lá fomos nós outra vez, juntamos de novo todas as “tralhas”, desta vez também o porta ledge duplo e fomos no feriado de 1 de maio para a parede, jumareamos a noite por uma corda que deixamos preparada para chegarmos no final do “Arco”,para na manhã do dia seguinte já estarmos na base do início da via e com o porta ledge montado.
Agora era minha vez, saio guiando pelas lacas podres, saindo a esquerda da Cães, depois de um pequeno trecho já percebo que será impossível prosseguir com escalada em livre e prossigo em “ artificial”. A parede é bastante descomposta e com muita pedra podre mas com cuidado eu conseguia encontrar boas colocações para Cliffs de agarra e em algumas situações tive que fazer furos para Cliff. A via prossegue desta forma até que consigo sair do negativo que forçava minhas costas, quando eu tinha que trabalhar com as mãos levantadas e entro na parte vertical da parede.
A partir daí, a escalada volta a ser uma parede mais sólida e consigo voltar a escalar em livre e a seqüência a seguir é de pequenas agarras e abaolados, de pés delicados. Sigo aprox.10m e chego a um platô transversal onde bato a primeira parada.
Este platôzinho éra uma surpresa agradável, pois de baixo não o víamos e era perfeito para ficar em pé e trabalhar. Karina guiando na conquista do teto da via Suave Desespero

A próxima sequência é toda em escalada livre, saio para a esquerda nesta transversal e depois a parede vai tornando-se vertical novamente e com boas agarras sigo por mais uns 8m e a parede, já quase no cume, deita e torna-se mais fácil; chego a um grande bloco de pedra, já no cume, aonde monto uma excelente para móvel com 3 peças “bomba”. Depois desta parte segue uma rampa fácil de 3 grau que vai em direção a vegetação do cume.

“Enquanto eu tava ali dependurada enfrentando meus “demônios”, antes mesmo de terminar a via eu já estava pensando qual seria meu novo itinerário.”



Rappel: de nenhuma das vias é possível rapelar, deverá sair para o cume e de lá descer pelas escadinhas.

Em breve estaremos disponibilizando os croquis no http://www.brasilvertical.com.br/






sábado, maio 30, 2009

Cães e Caravanas nova via no Baú

Conheça a história da conquista de uma nova via de escalada na Pedra do Baú
Cães e Caravanas (6º VIIb (A1+/VIIIb) E3

Karina Filgueiras é montanhista, empresária e formada em Educação Física. Já escalou o El Captain, Half Dome, Leaning Tower, Cerro Catedral, Cerro Tronador, entre outros. Nesse texto ela relata a conquista de uma nova via na Pedra do Baú (SP), ao lado de Bito Meyer.

A via Cães e Caravanas, na face norte da Pedra do Baú, estava em nossas cabeças há mais de um ano, e o Bito Meyer já a tinha visto em 1994, quando esteve conquistando outra via na mesma face, a Distraídos Venceremos. Enquanto estávamos conquistando o Campo Escola Baú ,um local de treinamento que veio suprir a necessidade que havia na região de vias onde o escalador iniciante pudesse praticar com segurança e ambiente as técnicas de escalada, aproveitávamos para namorar a parede a nossa frente, sabíamos que ali esperava por nós, um tesouro do Baú. A Cães e Caravanas é uma via com enfiadas cheias da mais pura escalada em livre, num misto de proteção móvel e fixa. A via ficou bastante esportiva para uma via na face norte do Baú, que é desafiadora e difícil e com pouquíssimas vias, e mesmo estas vias com poucas repetições, devido ao grau de dificuldade e de comprometimento necessários para encarar essas vias.O trabalho seria árduo para mim e para o Bito, pois nossa intenção era fazer um ataque de vários dias e dele sair com a via pronta. Para isso precisávamos planejar e cuidar da logística de parede, como: levar água (3 lts/dia por pessoa), alimentação, equipos, cordas, mosquetões, móveis, costuras, fitas, equipo pessoal, todo o material de bivaque, saco de dormir, roupa, anorak, primeiros socorros, etc, totalizando, por baixo, uns 150 quilos de carga.

Karina batendo a primeira chapa da via e Bito rapelando no fim do dia

Transporte Começamos o transporte de água algumas semanas antes e durante este período tivemos a ajuda de vários amigos e carregadores, cada um levava um pouco do equipamento e assim conseguimos botar tudo no platô. Era impressionante ver o Bito com suas bengalas canadenses (que tem que usar para caminhar em trilhas depois da fratura na perna que sofreu anos atrás e que causou o enrijecimento da articulação do joelho), carregando uma mochila cargueira com 20 quilos. Só mesmo tendo o “espírito do montanhismo dentro de si”. Com todo o material no platô, nos restava partir para a via. Desde o início nos propomos a ir trabalhando juntos e dividiríamos todas as responsabilidades da conquista, inclusive guiar, o Bito guiaria uma enfiada e eu outra, mas eu estava tranqüila, afinal tinha o “mestre” Bito Meyer do meu lado. Esta era a via mais séria que iria encarar, até agora tinha conquistado vias curtas e apesar de eu estar acostumada às grandes paredes, como de Yosemite, quase tudo que eu havia escalado até agora, foram repetições de vias, ou seja, eu tinha como referencia que 'alguém' passara por ali, mas agora eu me moveria por caminhos “virgens”.


Karina conquistando a "travessia Du Loren" (o primeiro sutiã, ops.. travessia a gente nunca esquece)

Entrando no desconhecido
Escolhemos iniciar a conquista desde o platô do “MSP”, por uma fissura desafiadora, que ganho como presente e saio para o desconhecido, guiando por um terreno sem chapeletas com a responsabilidade de “criar Montanhismo”.A fissura é toda com boas colocações para proteções móveis (peças removíveis que colocamos na rocha). No início é relativamente fácil fazer as colocações das proteções, porém a fenda é formada por uma laca fina, e eu suspeitava que ela poderia quebrar com qualquer queda e no meio do desconhecido. Sem saber exatamente o que você vai encontrar e como seria o próximo passo, o meu coração dispara e tenho que trabalhar muito bem a cabeça para o pânico não “bater”. Depois de alguns minutos volta a concentração e eu consigo focar minhas energias e arrisquei-me na parede acima. Bato apenas duas chapeletas (proteção fixa) nesta cordada e chego a um platô, perfeito para uma parada.A primeira metade da via foi aberta com martelos e talhadeiras e a segunda parte foi com uma furadeira à bateria, o que tornou, em partes, o trabalho de grampear mais “fácil”. Mas para eu poder usar a furadeira e até mesmo me sentir a vontade e merecedora deste conforto tecnológico e conquistar esta via com o Bito, tive que bater (na mão) 8 furos numa tarde (aí nasceu a Tapa na Pantera, outra via que abri junto com o Bito em um outra região em que estamos abrindo um novo Campo Escola).O Bito entra para conquistar a próxima cordada, e de cima já aviso, “ta ficando linda”. Agora, mais uma fissura para peças pequenas, e sai em natural e assim foi, fomos revezando a cada cordada. A via tinha a característica das grandes vias de parede e estávamos preparados para tudo. Pensávamos que iríamos encontrar uma parede bastante trabalhosa, com trechos longos em escalada artificial, mas a cada cordada encontrávamos uma linha em livre, que nos levava a fazer um trabalho de escalada esportiva, forte, intensa e comprometida, e era muito bom saber que a via estava saindo em “natural”.

Conceito
Com o fato da via sair em natural, decidimos conquistar a via com um conceito bastante moderno e arrojado, pois a via tem graduação alta e as quedas acontecerão, porém são relativamente seguras para quem for repetí-la. Relativamente segura porque não grampeamos (não colocamos proteção fixa) onde era possível usar proteção móvel, o que aumenta o grau de comprometimento.Decidimos também fazer enfiadas curtas, pois a escalada ia mudando de forma a cada 20/30m, como se fosse separada por setores, e cada trecho é diferente do outro. Todas as paradas (local onde ocorre o fracionamento da escalada) estão muito bem protegidas, algumas com três chapeletas.Quando você leva uma queda, um vôo, numa falésia (parede pequena de rocha), já é adrenante, imaginem só isso acontecendo numa parede de aproximadamente 350m de altura, aérea e exposta. A via ficou maravilhosa e causou muita curiosidade e excitação na cidade e na galera escaladora, que acompanhou a nossa escalada dia-a-dia e viam nossas luzes de lanterna parede acima durante as noites. Fendas, faces verticais, regletes, negativos, teto, tinha de tudo e a cada metro que passávamos, o Bito me dizia “a escalada acontece de 2 em 2 metros, vamos em frente e com calma”. E eu ia desfrutando desses momentos...Seguindo as agarras chegamos à última cordada da via. Dali o Bito guia uma transversal de aproximadamente 20m, sem proteção em meio a pedra podre a qual chamou de “Benvindo a Ixtlan” (grau sugerido Vsup E3 E4 - grau de exposição a confirmar), chegando embaixo de um teto gigante, coberto de um líquen amarelado e de minério que reluz com a luz do sol.Teto - Bito equipa (coloca proteções fixas) o teto em A0, para que as pessoas possam repetí-lo, já que a via é toda em natural, e depois eu começo a conquistar os últimos 20m. Depois de muito esforço e duas quedas, consigo sair de “Ixtlan” pelo “caminho do Nagual” e chego ao cume do Baú. O Bito tinha razão, também aconteceu comigo... já não sou a mesma pessoa...

Logística e Planejamento
Para esta investida estávamos programando de cinco a sete dias de parede. Como éramos apenas em dois, o trabalho pesado era intenso, além da escalada propriamente dita.O pior e mais desgastante era fixar cordas, jumarear (ascender pelas cordas), limpar a via (retirando as proteções colocadas pelo guia), passar horas na mesma posição fazendo a segurança do seu companheiro, içar os equipamentos, fotografar, fazer comida, economizar água limpando as coisas, ficar atento às condições climáticas, derreter embaixo do sol e depois congelar no início e no final do dia, enfim... nem tudo era brincadeira e esporte, uma trabalheira enorme, que terminava normalmente às 20h, dentro de nossos sacos de dormir. No dia seguinte acordar cedo, com as mãos já inchadas, cortadas e doloridas, começar tudo de novo, um trabalho difícil, cansativo, comprometedor e lógico arriscado.Tentávamos tomar um bom café da manhã, mas nem sempre era possível. A tensão do dia que viria pela frente e a sensação de descoberta e do desconhecido que estava na nossa frente, nos deixavam com uma certa “inapetência matinal”.Preparava um lanche, guardava na mochila e começava o dia ascendendo pelas cordas, interminavelmente, com enormes mochilas nas costas tantas vezes, que chegava a esquecer da altura.O balanço - Depois desta conquista, aprendi muito sobre escalada e conheci também um novo lado do Montanhismo: a sua expressão mais pura e anárquica. Apesar de estar acostumada a escalada de grandes paredes e de já ter escalado vários big walls, permanecendo até cinco dias na parede e em várias regiões do mundo, cheguei a conclusão que a magnitude da conquista de uma via como esta é inigualável.O Comprometimento, o Companheirismo, a Cumplicidade e o Entendimento do Universo que rege essa harmonia entre os três elementos de uma escalada, que são, Você, seu Companheiro de cordada e a Parede, esses momentos são únicos e ao mesmo tempo inexplicáveis. Você se expõe de todas as formas e arrisca sua vida na ponta da corda e passa a conhecer de onde vem a força desses homens e mulheres, “originais e verdadeiros” que enchem nossos corações e espíritos com histórias de montanhas cheias de determinação, comprometimento e paixão.Concordo com o Bito quando ele diz que a conquista ou abertura de uma via como esta é um trabalho autoral, intelectual e que reflete muito do seu íntimo, e porque não dizer que é uma expressão artística do seu universo e da sua capacidade de criar e ser original.

Um pouco dos números
Não sei exatamente quanto utilizamos para realizar esta via, mas aqui vão alguns números:

Equipamentos:
· 5 cordas de 60m (2 dinâmicas, 2 estáticas e 1 retinida)
· 50 mosquetões soltos
· 20 mosquetões de rosca
· 20 costuras longas
· 1 jogo de Camalots e Nuts (peças móveis para proteção - total 20pçs)
· 6 ganchos (cliffs)
· 15 fitas diversas
· 56 chapeletas com chumbadores, batedores e martelo, brocas, furadeira
· 2 mochilas de ataque
· 1 mochila cargueira
· 1 haul bag (saco de lona plastificada super resistente).Equipamentos de acampamento:
· sacos de dormir
· sacos de bivaque
· isolantes térmicos
· fogareiro
· utensílios de cozinha
· head lamps
· primeiros socorros.
· Além de tudo isso ainda há a alimentação de todos estes dias, carregadores e combustível do veículo nas diversas viagens de São Paulo à Pedra do Baú.

Classificação da Via

Nome: Cães e Caravanas

Conquistadores: Karina Filgueiras (40) e Bito Meyer (51)

Graduação Sugerida: 6º VIIb (A1+/VIIIb) E3

Descida: pelas escadinhas a partir do cume. Os rapéis da via são possíveis de qualquer trecho com duas cordas de 60m. A partir da P6 o rapel fica trabalhoso e com grandes pêndulos (não recomendamos para quem não estiver habituado a este tipo de situação).

Distância de Trilha: aproximadamente 1 hora com carga.

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Matéria Publicada

Portal Webventure em 22/07/2008
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